Água mal tratada e alimentos contaminados podem abrigar o vírus da Hepatite A

A doença causa a inflamação do fígado e é mais comum em áreas com saneamento básico precário

A hepatite A é um vírus adquirido de duas formas: água e alimentos. A contaminação é mais freqüente em lugares com más condições de saneamento básico. Portar a doença não significa desenvolvê-la – muitos nem sabem que a possuem e criam imunidade ao se tornar portador. Independente de apresentar os sintomas, o vírus é eliminado por meio das fezes durante três semanas, podendo levar até seis meses para sair completamente do organismo.

Não existe uma medicação específica para a doença. “O tratamento consiste basicamente no repouso relativo e no alívio dos sintomas”, explica a infectologista cooperada da Unimed João Pessoa, Joana D’Arc Morais Frade. Os indícios mais comuns da patologia são náuseas; mal-estar; febre moderada a baixa; pele e mucosas amareladas (icterícia); vômitos; e falta de apetite. Muitas vezes os sintomas são confundidos com uma virose qualquer.

Além do contágio por meio de água mal tratada e alimentos contaminados, o indivíduo pode portar a hepatite A por meio do contato com alguém que tenha. Um dos cuidados, quando se diagnostica, é isolar o portador da doença. A médica explica que é importante também separar copos, pratos e talheres, além de evitar a relação íntima com quem possui o vírus.

Apesar da facilidade de infecção, a hepatite A possui uma vacina. Indicada a “todos os suscetíveis à doença, particularmente, crianças e adolescentes bem como os portadores de doenças imunodepressoras, que são as cardiopatias, pneumopatias, complicações renais e Aids”, explica a infectologista. Profissionais de saúde e da educação, principalmente, em áreas onde a enfermidade é mais comum, também devem receber a dose. A vacinação contra esta forma de hepatite não está no programa oficial do Ministério da Saúde.

Como evitar

– Sempre beber água clorada ou fervida.
– Comer alimentos cozidos, quando a procedência é desconhecida.
– Lavar as mãos antes das refeições e após usar o banheiro.
– Não consumir frutos do mar crus ou mal cozidos.
– Não beber nada alcoólico após a descoberta da doença e nos seis meses decorrentes.

Fonte: Portal Unimed

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